Dezi estava no quarto azul-turquesa. Seu sorriso contrastava com a ambientação tétrica do ambiente pesado e fosco. A poeira revelava consteações estrelares das mais soberbas vontades. Dezi estava encostada no criado mudo, não o móvel e, sim, seu próprio criado. Chamava-se Flober, cria do próprio desejo vil daquela mulher exuberante. A mulher em questão vestia uma nudez das mais insaciáveis. Uma cinta liga cobria as pernas, deixando negra toda aquela abundância de carne macia e cheirosa. Nos pés percebia-se um tamanco do salto mais fino e alto. Tão fino quanto os vinhos ancestrais, tão perfurante quanto os olhos do gato na escuridão. Ela era irrefletida, cheirava a sexo animal e deixava ofegante qualquer olhar. Havia trocado maridos por amantes e todos os amantes que haviam se aventurado em casar com ela foram trocados pelos amantes que viriam. Era o ciclo vicioso que ela mantinha, sua maior benção de mulher corrupta da virtude alheia. Certa vez, num dos bares da vida, Dezi flagrou-se ouvindo farpas de outra mulher:
Nívea- Tomaste meu único amor, sua cretina. Foste tão bélica e sanguinária que me fizeste corna do meu próprio corno que dei. Meu marido há de saber que seus chifres são acaso, foram nada perante a tua hediondez. Você me fez corna da minha própria traição.
Dezi não dera a miníma. Estava no seu papel de mulher diabólica. Este caso fora o último constado no currículo da devota de Santa Traição. Este, por sua vez, chamava-se Flober. Garoto apático de vida singela, mas nas alcovas mais sombrias da cidade correm rumores de que ele tinha um largo pênis. Mulheres declamavam saliva ao falar deste Senhor de grandes dotes. Teve uma, mais afoita, que logrou dizer que a postura daquele membro parecia uma ponte com destino ao mais doce dos prazeres. Dezi havia surtado com tamanho, sim, com tamanho prazer. Não se tratava de nada metafísico, mas, sim, de um prazer tocado, preso no próprio concretismo de arrancar a volúpia dos gritos femininos. Eles estavam entregues ao mundo da escravidão de volúpia e soberba.
Flober declamava aos ventos:
-Ah, amada mulher de mil desejos, ardestes meu fogo, queimaste minha própria chama com tua incessante volúpia. Estou absorto nos teus dotes, presos em teus seios montanhosos, ah, amada mulher...
Dezi, entorpecida e embriagada, declamava, na sua voz estridente e formal..formalíssima:
- Para de falar coisa e faz logo teu serviço bem feito. Vem pra cá, safado. Nem entendo nada do que tu diz mesmo.
De súbito, Victor entra no quarto daquela que ainda era sua mulher. Estava com uma foice numa das mãos e seus olhos exalavam sangue.
Mal sabem todos que Nívea pretende incendiar a casa. Está escondida na cozinha. Pretende soltar o gás, riscar o típico fósforo da morte e colocar tudo, inclusive ela, para os ares. Nívea soluçava um choro contido, baixo..
-Ah, Flober, porque me trocaste por uma qualquer, sendo eu tua única e verdadeira paixão. Que saudades sinto de você e do seu...
Continua...
(Nomes e personagens fictícios)
:D
Baiano.
Nívea- Tomaste meu único amor, sua cretina. Foste tão bélica e sanguinária que me fizeste corna do meu próprio corno que dei. Meu marido há de saber que seus chifres são acaso, foram nada perante a tua hediondez. Você me fez corna da minha própria traição.
Dezi não dera a miníma. Estava no seu papel de mulher diabólica. Este caso fora o último constado no currículo da devota de Santa Traição. Este, por sua vez, chamava-se Flober. Garoto apático de vida singela, mas nas alcovas mais sombrias da cidade correm rumores de que ele tinha um largo pênis. Mulheres declamavam saliva ao falar deste Senhor de grandes dotes. Teve uma, mais afoita, que logrou dizer que a postura daquele membro parecia uma ponte com destino ao mais doce dos prazeres. Dezi havia surtado com tamanho, sim, com tamanho prazer. Não se tratava de nada metafísico, mas, sim, de um prazer tocado, preso no próprio concretismo de arrancar a volúpia dos gritos femininos. Eles estavam entregues ao mundo da escravidão de volúpia e soberba.
Flober declamava aos ventos:
-Ah, amada mulher de mil desejos, ardestes meu fogo, queimaste minha própria chama com tua incessante volúpia. Estou absorto nos teus dotes, presos em teus seios montanhosos, ah, amada mulher...
Dezi, entorpecida e embriagada, declamava, na sua voz estridente e formal..formalíssima:
- Para de falar coisa e faz logo teu serviço bem feito. Vem pra cá, safado. Nem entendo nada do que tu diz mesmo.
De súbito, Victor entra no quarto daquela que ainda era sua mulher. Estava com uma foice numa das mãos e seus olhos exalavam sangue.
Mal sabem todos que Nívea pretende incendiar a casa. Está escondida na cozinha. Pretende soltar o gás, riscar o típico fósforo da morte e colocar tudo, inclusive ela, para os ares. Nívea soluçava um choro contido, baixo..
-Ah, Flober, porque me trocaste por uma qualquer, sendo eu tua única e verdadeira paixão. Que saudades sinto de você e do seu...
Continua...
(Nomes e personagens fictícios)
:D
Baiano.
2 já pegaram:
Textoxato do caraiu!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ser chato é uma virtudeee!!!!!
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