sexta-feira, 29 de agosto de 2008

AO AMOR, COM SEXO.

Este é um texto que fiz para um projeto de 3 meses de idade. Faltam muitos dias ainda. Assim - e se conseguir- irei mostrar aos interessados quando efetuado.

Leiam, caso queiram, claro.


Beijos, Baiano.( falta uma simples correção)


A minha epifania me visita como uma gangrena ao paralítico. “Todo amor é eterno, se acabou, não era amor”, disse o inapelável Nelson Rodrigues. A sonoridade desta frase é, dentre os ecos espectrais, a mais doce. As palavras cáusticas estão ligadas num frêmito ardor. Ainda hoje estava eu andando para comprar o remédio pra minha Renite( Sim, ela começa com maiúsculas. É uma pessoa, Dona Renite. Tem mais vida do que eu e é mais dona de mim do que um dia já fui. Todo dia, fielmente como uma gueixa de bordel, ela visita a clientela fixa.) quando avisto de soslaio um caso de jovens amores. Tomavam sorvete, um único e saboroso sorvete que padecia nas suas bocas. Os beijos gelados ardiam, faiscavam, invisíveis aos olhos curiosos. O amor jovem, realmente, me fascina. As juras que todo e qualquer casal prega como oficio perene é, sem delongas, o gozo metafísico do amor. Quem ama, de verdade, deve e, repito, é um dever jurar. Amar só é possível com juras. Esta certeza me leva a um caso da minha imaginação secular.

Lembro da Rua Feira de Santana( minha cidade era, e continua sendo, alcovas para várias outras cidades dormirem em formas de rua), esquina com a Amélia Rodrigues, onde vi, pela primeira vez, um casal de namorados. Naquela época o amor era vil e nojento demais para meus olhos. Beijar na boca era perpetuar o pacto de saliva, de mau hálito e, ainda mais, do descaro. Descaro, claro. Nunca, antes daquele dia, aceitei nada que não fosse uma singela ereção pelas minhas amigas de sala. Algumas, estas mais que outras, vestiam suas coxas com shorts nus. O short, naquela época, servia apenas para colorir coxas e nudez. Via-se, entre pernas e fachadas, todo o resplendor da mulher nua, da mulher instrumento sexual. Restava para nós, os abjetos do amor, chorar a saudade nos azulejos do banheiro. Percebo que fugi da minha própria revelação como se esta só me pertencesse enquanto ser nostálgico, mas volto ao ponto em que parei. O casal estava numa profusão carnal lancinante. O muro, se bem me lembro, vergava, numa espécie de arco arauto. A mulher estava com a face das nádegas contra a parede, numa complacente asfixia avessa. Perpetuavam, ali mesmo, toda posse carnal, toda essência humana sobre a virtude pervertida. Faziam, naquele momento, sexo invisível. Sexo de amor. O sexo irrevelável, septo e hediondo.

Volto a falar do Nelson e da sua fé translúcida. O amigo que nunca tive, senão em livros, é de uma sabedoria irrisória. Antes que me fuzilem com veredas sobre a distância atemporal das minhas e das palavras do Nelson, explico: Para o Nelson a sabedoria tinha e, ratifico, foi com certeza o menos importante. Ser gênio das frases, tornando-as siamesas na construção, foi de todo uma tarefa que exigiu uma virtude inexistente, mordaz e vendável. Enxerga a eternidade do amor é abdicar a genitália dos gênios. Nelson foi, com certeza, o mais humano dos argumentos; o mais sutil dos frasistas; e, ainda mais, o único gênio desmemoriado da própria genialidade. Foi através deste lapso memorial que ele logrou dizer as verdades mais solenes deste Brasil. O gênio Nelson morreu na hora do recreio, quando era humilhado por um pão com ovo. Isto mesmo. Um pão com ovo pode ser a maior humilhação de um homem.

Outro dia, caminhando pelo meu passado, encontro toda eternidade que desperdicei. Mulheres que nortearam minhas juras, que me arrancaram do leito sôfrego do horizonte morto. Foram corpos despidos pelas mãos dos olhos; beijados pela mão do sexo; e consumados pelo sexo das mãos. Quantas mulheres, e afirmo isto com certeza divina, perderam sua virgindade no banheiro masculino de mãos e pensamentos. O banheiro é o túmulo da virgindade. É lá que se enterram, sem que elas saibam, toda honra do hímen rompante. E foi justamente no banheiro que floresceu minha mais nova certeza- Toda eternidade é uma forma de amor e não o contrário. Entendam: O ódio eterno não passa do amor vagabundo, salafrário. A pena eterna não é senão o amor derrotado, paralítico. A felicidade é o orgasmo cântico do amor. E o próprio amor é, dentre todos, uma doce e senil argila matricial.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

IRRITAÇÃO, FELICIDADE E NOSTALGIA.

Este é um post indignado. Se vocês sentem medo, receio ou pestanejos sobre a vilania das palavras não leiam isto, certo?! Eu estou sem humildade hoje. Estou me achando o tal. O bam-bam-bam. Isto mesmo. Sou arrogante agora, muito arrogante. Consegui um objetivo que traçei para um semestre. Um sonho se forma e eu sinto os sorrisos de minha alma. Gargalhadas. Uma alma com falta de ar, com veias saltando do pescoço. Eu consegui meu estágio, lutei, batalhei e a sensação de vitória, por mais que se pareça idiotismo, é ótima. Venci uma das infinas batalhas que minha vida pede. Estou bem. Confortado como um Colero de gaiola.
Deixando de lado as divagações chatas, digo: Existem duas vagas pra Diretor de Arte em duas conceituadas agências do cenários sergipano. Ab e Total. A vaga da AB está aberta faz mais de uma semana e quantos portifólios foram recebidos?! NENHUM. Isto mesmo, meu amigo. Ninguém se mexeu. A preguiça foi a única que correu para realizar seu objetivo.
Vamos mudar este cenário, vamos correr contra a corrida da preguiça. Por lei da natureza somos seres autônomos e dotados de vida. PRECISAMOS deixar a condição de pensador pra Rodin e sua obra. Vamos correr. É possível. É justo. É complicado.

E, além de tudo, é reconfortante ser resultado do seu esforço.
:*

domingo, 24 de agosto de 2008

MUITO BOAAAAS!

EU ESTUDO PRA CHEGAR PERTO DISTO, E VOCÊ?
Para uma melhor visualização clique em cima das propagandas!



















sexta-feira, 22 de agosto de 2008

JOGO DAS MARCAS!

"O desafio é muito simples: reconhecer o maior número de marcas. Mas não é tão fácil quanto parece, já que somente pequenos pedaços dos logos das empresas são mostrados. Faça o download do jogo e quebre a cabeça."






Download do JOGOS DAS MARCAS citado por Jaci na sala de aula.
Baixem, joguem e coloquem as pontuações que fizeram!

Vamos ver quem vai ganhaaaar! É SÓ COLAR O LINK NO NAVEGADOR!!!
:DDD

http://casadogalo.com/arquivos/jogomarcas.XLS

MINI-NOVELA- Nome pra ser decidido!

Dezi estava no quarto azul-turquesa. Seu sorriso contrastava com a ambientação tétrica do ambiente pesado e fosco. A poeira revelava consteações estrelares das mais soberbas vontades. Dezi estava encostada no criado mudo, não o móvel e, sim, seu próprio criado. Chamava-se Flober, cria do próprio desejo vil daquela mulher exuberante. A mulher em questão vestia uma nudez das mais insaciáveis. Uma cinta liga cobria as pernas, deixando negra toda aquela abundância de carne macia e cheirosa. Nos pés percebia-se um tamanco do salto mais fino e alto. Tão fino quanto os vinhos ancestrais, tão perfurante quanto os olhos do gato na escuridão. Ela era irrefletida, cheirava a sexo animal e deixava ofegante qualquer olhar. Havia trocado maridos por amantes e todos os amantes que haviam se aventurado em casar com ela foram trocados pelos amantes que viriam. Era o ciclo vicioso que ela mantinha, sua maior benção de mulher corrupta da virtude alheia. Certa vez, num dos bares da vida, Dezi flagrou-se ouvindo farpas de outra mulher:

Nívea- Tomaste meu único amor, sua cretina. Foste tão bélica e sanguinária que me fizeste corna do meu próprio corno que dei. Meu marido há de saber que seus chifres são acaso, foram nada perante a tua hediondez. Você me fez corna da minha própria traição.

Dezi não dera a miníma. Estava no seu papel de mulher diabólica. Este caso fora o último constado no currículo da devota de Santa Traição. Este, por sua vez, chamava-se Flober. Garoto apático de vida singela, mas nas alcovas mais sombrias da cidade correm rumores de que ele tinha um largo pênis. Mulheres declamavam saliva ao falar deste Senhor de grandes dotes. Teve uma, mais afoita, que logrou dizer que a postura daquele membro parecia uma ponte com destino ao mais doce dos prazeres. Dezi havia surtado com tamanho, sim, com tamanho prazer. Não se tratava de nada metafísico, mas, sim, de um prazer tocado, preso no próprio concretismo de arrancar a volúpia dos gritos femininos. Eles estavam entregues ao mundo da escravidão de volúpia e soberba.

Flober declamava aos ventos:

-Ah, amada mulher de mil desejos, ardestes meu fogo, queimaste minha própria chama com tua incessante volúpia. Estou absorto nos teus dotes, presos em teus seios montanhosos, ah, amada mulher...

Dezi, entorpecida e embriagada, declamava, na sua voz estridente e formal..formalíssima:

- Para de falar coisa e faz logo teu serviço bem feito. Vem pra cá, safado. Nem entendo nada do que tu diz mesmo.

De súbito, Victor entra no quarto daquela que ainda era sua mulher. Estava com uma foice numa das mãos e seus olhos exalavam sangue.

Mal sabem todos que Nívea pretende incendiar a casa. Está escondida na cozinha. Pretende soltar o gás, riscar o típico fósforo da morte e colocar tudo, inclusive ela, para os ares. Nívea soluçava um choro contido, baixo..

-Ah, Flober, porque me trocaste por uma qualquer, sendo eu tua única e verdadeira paixão. Que saudades sinto de você e do seu...

Continua...


(Nomes e personagens fictícios)
:D


Baiano.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

RELATO-SALA 60



Toca-se a sineta. Parece uma manada de ninfomaníacos numa praia de nudismo. Adentram na sala, estão ofegantes, suados, perfumados(alguns e algumas). Os grupos vão para os lugares marcados pela hierarquia. Passaram tanto tempo sentados nos mesmos lugares que acabaram ganhando o direito por uso capião. As meninas no canto junto com a sacerdote de Silvío Santos(Nossa querida Thyssila). No outro lado encontram-se os silenciosos que são acompanhados pela nossa musa e cantora Lilian. No fundão, na bagaçeira, na periferia sangue bom, vejo a galera da conversa mais alta, dos risos mais estridentes e da alegria irradiada. Na meiuca estão os que dizem querer algo mais. Estou sentado neste local à direita de Deus-pai-todo-poderoso.
Aula de Santana e suas roupas sociais com tênis da época paleozóica. Dizem que ele usava este tênis para fazer cooper com os dinossauros da vida. Ele vai começar a falar, cara, todo mundo sabe que ele não vai mais parar. A tristeza está em nossos olhos. Não choramos porque as lágrimas foram petrificadas pelo congelador, digo, ar-condicionado. Ele fala seu blá-blá-blá. Depois passa pelo Big Brother 1, 2, 3, 4, 5, 6 ,7,8. Estanca no 9. Começa a falar sobre os possíveis concorrentes, mas como ele sabe isto, SANTO DEUS!? O relógio está gostando da situação. Ele nos olha com seu óculos em formato de "8" e nos dá dedo com o "1".
Finalmente chegamos perto da chamada. Eu estava deitado em minha carteira. Olho pra sala e vejo que houveram centenas de sequestros relâmpagos. Não há muitas cabeças por lá. Mas a manada parece ter sexto sentido. Santana abre a ficha, pede uma caneta emprestada e quando respira para falar o primeiro nome...BUM! As portas da esperança se abrem. Entram todos! Menos Léo, claro! A chamada corre sem risco nenhum. Santana se retira e começa o gostoso bacanal.

Thyssila- Chocolate! Quem vai querer?! Olha o chocolate! Gostosinho, marronzinho e crocantinho!

Conha- Chegado, a parada é o seguinte: Vamos comprar mil litros de Pitú e ir se embora, tá ligado?!

Doulgas- Sooohhh!

FLAUBERT- Eu não acho que seria certo me retirar do recinto. Acho que estou elevando minha sabedoria ao me manter aqui. Vejam bem: Na antiquidade era raro as pessoas terem tempo para estudar. Não acho que seja certo! Eu pego 6 ônibus sujos e imundos para ficar aqui...

TODOS- ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

BATATA- Cara, vamos pilar um cigarrão e fumar até dar cãimbra.

Bruno( não, ainda não sou eu) está lá na sua condição de Eunuco. Repleto de mulheres! Ah, mulheres! Sabe aquela história de arame liso? Tá.
Baiano e sua voz de matuto nordestino ficam gritando lá fora. Ele não consegue falar baixo. E não é mal de família. Gabi está concorrendo com ele. É um duelo e tanto. Pedro está distante. Ouve-se seu jargão sobre pegar todas as professoras do mundo.
Lilian está cantando seu mais novo hit- Pagodinho de Jesus. Luís, Franciso e Mateus estão fritando na cantoria!!
Deyse está no seu lugar. O covil da putaria! Está gritando no celular. Percebe-se os gritos de: "Você é corno! Eu não quero mais você. Seu corno. Eu dou pra outro."
A sala 60 não se resume, não se amplia..Ela se acomoda. É uma empreitadada de vozes. Um misto de bagunça com quero ser alguém. Um crescimento pragmático.


Apenas um breve relato. A idéia inicial era uma crônica. Mas farei mais adiante.


Baiano.
Cara, eu tinha que vir aqui. Elogiar o post do nosso bucólico Vitor. Download e as porras...Não é qualquer um não!
A semana correu bem. As férias, AINDA E GRAÇAS AO BOM DEUS(Sim, eu estou vagabundo), continuam perdurando nas alcovas da Unit. Segunda-feira eu cheguei logo quando Liliane decidiu não fazer nada, mas irei fazer um breve ensaio sobre ética, banco de dados, mala direta e etc nos dias seguintes. Eu não sou capaz de colocar algo que realmente não signifique nada lá, então estou terminando de ler " A conquista da atenção" de Richard P. Adler e postarei aqui para os magnânimos coleguinhas.

Acho que o acontecimento de mais repercussão e importância para imprensa local foi a volta( com Show vip) da nossa Gretchen Cover. Ela rebolou, dançou, arrancou sorrisos e a libido de todo mundo. Arrisco dizer que até as meninas foram persuadidas pelo bun...Charme dela!
Obrigado por matar nossa nostalgia.


Voltando ao assunto de cunho sério. Estou com dúvida: Amanhã iremos padecer na aula de estachatística ou teremos uma professora de Fotografia? Cara, 3 semanas sem professora é fod...



Bem. A aula de Jaci foi( como sempre e sem baba ovismo aqui) a nossa maior colheita. Além de levar a aula de maneira sutil e impetuosa, nossa professora mais querida deu orientações para resolução de qualquer dúvida. Aguardo ansioso o trabalho sobre a Publicidade e as Eras e nossa turma tende a surpreender. Prestem atenção em todos os trabalhos. É de proveito passional de todos.

Sexta iremos receber o velho resultado da prova mais difícil que fizemos. Espero que esta empreitada PERIFÉRICA não deixe muitos no caminho. A vida é assim. Força moçada.

Estudem para Liliane. Corram atrás e não fiquem acomodados apenas com as Xeroxs de 2 reais que ela faz questão de colocar na gráfica. Somos mais que Xerox, certo?

Bem...Sei que já foi avisado na sala, mas reconheço que grande parte da galera tem sérios problemas auditivos então não custa postar aqui tbm. Em letras garrafais, please.


VAGA PARA ESTÁGIO NA AB CONSULTORIA E MARKETING. PROCURA-SE DIRETOR DE ARTE, PELO AMOR DE JASON. OPS, JESUS. TURNO: MANHÃ. SALÁRIO: NÃO IMPORTA, MAS DIGO ASSIM MESMO: MEIO SALÁRIO MINÍMO.CORRAM!!!!

Vou me despedir aqui, pois vou pra mais um post. Escrever alguma crônica bacana sobre a sala.



Beijos, Baiano feliz. Isto é raro.